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Viagens a trabalho

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Seja para feiras, congressos, reuniões, eventos ou visitas técnicas, uma viagem corporativa é sempre uma grande oportunidade de expandir a imagem da empresa (e sua como profissional!) para além dos seus limites geográficos.
Mas é preciso se manter atento a um ponto: existem comportamentos e códigos de conduta (implícitos ou explícitos) para cada ambiente que devem ser respeitados. É a famosa etiqueta profissional. E quando falamos em viagem corporativa, esse cuidado se torna ainda mais importante, afinal de contas, você estará representando a empresa como um todo. Vamos a algumas dicas valiosas sobre esse tema.

Estude!
Pesquise sobre a cultura e os costumes do local para onde vai. Música, gastronomia, hábitos, maneiras formais de cumprimentar as pessoas, que assuntos podem ser abordados sem problemas e quais são considerados tabus. Isso dará uma boa base de conhecimentos para não cometer nenhuma gafe.
E esse item se torna ainda mais importante se sua viagem é para países distantes, com culturas muito distintas da nossa. Em certos países da Europa, por exemplo, cumprimentar com beijos é algo extremamente íntimo e familiar. Já em países muçulmanos, mostrar a sola do sapato ao se sentar é considerado uma ofensa grave. De toda forma, para não errar, siga a regra do menos é mais: um olho no olho e um aperto de mão firme já costumam ser suficientes na maioria dos lugares. Além do mais, só toque no seu interlocutor se ele o fizer primeiro. Em alguns países orientais, por exemplo, tocar alguém que não se conhece é visto como um gesto extremamente invasivo. Por isso, prepare-se!

Que comportamento devo ter?
Pense bem: seus superiores apostaram e confiaram em você como sendo um profissional apto e preparado para representar a empresa. Faça jus a esse voto de confiança, portando-se da maneira mais profissional possível.
Não seja invasivo em questões pessoais. Caso seu interlocutor entre nesse ponto, você pode acompanhar. Caso contrário, você pode estar entrando no “personal space” dele, o que não será legal. Evite falar alto ou gesticular demais. Lembre-se do ditado: temos 2 orelhas e 1 boca para escutar 2 vezes mais que falar. Além disso, pontualidade e assiduidade a todos os compromissos profissionais firmados é essencial. Por isso, estude os trajetos a serem feitos antes mesmo de viajar, especialmente se você for depender do transporte público para os deslocamentos. Em alguns países, atrasar-se, nem que sejam 5 minutinhos, denota falta de respeito e profissionalismo.
Durante jantares aproveite para ampliar o networking, mas sem forçar a barra e parecer desesperado por contatos. Deixe que as coisas fluam de maneira natural e agradável. E atenção: maneire nas bebidas alcoólicas! Se beber, que seja apenas uma dose para acompanhar. Não queremos que você corra o mínimo risco que seja de passar vexame. Passeios turísticos só devem ser programados e realizados com consentimento prévio da empresa e depois de cumpridos todos os compromissos profissionais. Mas essa regra pode ser revista caso os anfitriões façam questão de levá-lo a algum ponto turístico da cidade ou a algum restaurante típico, por exemplo.

E como me vestir?
Qual imagem você quer passar aos outros durante a sua viagem? Pensei bem, pois essa será a imagem que terão da sua empresa. Por isso, atente-se a este item! Obviamente, pode sim ter estilo próprio e seguir tendências da moda, mas tudo dentro dos limites. Sua mala para as viagens corporativas tem que ser feita pensando sempre no perfil da organização e na imagem que você deseja passar como profissional. Ternos, tailleurs, camisas e vestidos formais em cores neutras são sempre boas opções para empresas mais formais. No caso de empresas informais, você tem um caminho maior que pode caminhar, mas lembre-se que informal que seja, a imagem deve ser profissional. De toda forma, deixe aquele vestido curto e decotado ou aquela camisa estilo surfista, estampada e chamativa, para quando viajar de férias, ok?

Utilização de recursos financeiros
Não custa lembrar que o dinheiro da empresa não é seu. Então nada de empregar recursos financeiros corporativos para passeios turísticos, compra de presentes ou qualquer outro gasto que não seja essencial para a viagem em si — basicamente hospedagem, transporte para os compromissos profissionais e alimentação. Usar o dinheiro da empresa para fins pessoais é extremamente antiético e denota um baixíssimo nível de profissionalismo.
Jamais solicite notas com valores alterados, a fim de camuflar aquele gasto a mais. Se você for descoberto, manchará sua credibilidade junto a seus superiores e, em alguns casos, pode até mesmo fazer com que você perca seu emprego. Verifique antes de viajar a política da empresa sobre quais custos extras são cobertos. Na prática, a maioria das organizações não se importa em pagar o consumo do frigobar do quarto do hotel ou ligações de ordem pessoal durante a viagem, por exemplo. Entretanto, mesmo assim, é bom não abusar. Evite ficar pendurado no telefone por horas a fio e não esvazie o frigobar a cada noite. Na volta, isso pode pegar bem mal.

Atente aos tópicos acima e será muito fácil representar sua empresa da melhor forma possível, transmitindo seriedade, profissionalismo e compromisso com a organização para a qual trabalha.

Boa semana!
Fiquem com Deus!

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